Sem entrar no mérito de preferências políticas, temos grande chance de ver, no dia 1º de janeiro de 2011, uma mulher assumir a Presidência da República. Como a chamaremos? Presidente ou presidenta?
A própria campanha de Dilma Rouseff ainda não se decidiu. Confesso que eu também não tenho opinião definitiva sobre o assunto. A questão não é se está ou não no dicionário. O problema é o costume 'machista' do idioma - o mesmo que se manifesta e é aceito na frase Maria, Joana, Patrícia, Fernanda e José saíram cansados da festa.
O Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp, para os íntimos) registra as duas formas. Caso Dilma vença, negar chamá-la de presidenta alegando ser erro não procede.
A discussão é interessante. Vejamos nas Forças Armadas. Há na caserna quem defenda o uso das patentes exclusivamente no masculino. O Volp reconhece, numa rápida busca, capitã, soldada e marechala.
Vamos combinar que marechala não soa lá muito bonito. Mas e capitã? Dia desses nós nos deparamos com o caso de uma policial militar que se inscreveu no concurso para Rainha do Carnaval. Veio a dúvida de como fazer o título. Como vocês reagiriam a Capitão da PM quer ser musa da folia?
Por outro lado, tenho na ponta da língua um argumento contra patentes no feminino. Como seria no caso de cabo? Caba? Não à toa, não consta do Volp.
Entenderam como é complicado? Causa estranheza. Por que podemos dizer a capitã e somos obrigados a escrever a cabo? Mas se algumas palavras têm correspondentes no feminino, caem os argumentos contra o seu uso. Vão dizer o quê? Que é feio?
O que vocês acham?
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
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2 comentários:
A língua portuguesa é mesmo um tanto machista.
E essa coisa de ter substantivo com os dois gêneros e substantivo com apenas um dos gêneros é muito complicada. É difícil pra aprender, pra guardar, pra entender... Acho que ou todos os substantivos são diferenciados ou nenhum é. Seria mais fácil.
acho que vc anda meio preguiçoso, o último post é de outubro
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